Marco Haurélio

Autor

Quando criança, no sertão da Bahia, onde nasci, eram comuns brincadeiras que envolviam jogos de palavras, espirituosos e provocativos. Tanto que disputávamos para ver quem sabia mais parlendas, anedotas e ditos chistosos. Muita coisa aprendi com minha avó paterna, Luzia, que possuía uma memória invejável, a mais prodigiosa que conheci até hoje. 

Durante a pandemia, muitas memórias afloraram e, depois de postar numa rede social, duas variantes de parlendas formulísticas (dialogadas), Leo Cunha, como ele mesmo já adiantou, enxergou nelas o mote para um trabalho a quatro mãos. E não é que ele estava certo! Depois de idas e vindas, podas e acréscimos, chegamos ao tom certo e ao número ideal de versos. 

Este livro, que ganhou outra dimensão com a narrativa visual do Rafa, nasceu de uma brincadeira, e é assim mesmo que ele deve ser lido. Que possa inspirar outras brincadeiras saudáveis, outros tratos, outras apostas, outros acordos nos quais todo mundo possa se divertir. 

 

Livro:

Vamos fazer uma aposta?