{"id":156,"date":"2021-03-16T14:41:00","date_gmt":"2021-03-16T14:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=156"},"modified":"2024-04-04T16:46:54","modified_gmt":"2024-04-04T16:46:54","slug":"a-bonequinha-preta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/a-bonequinha-preta\/","title":{"rendered":"\u2018A Bonequinha Preta\u2019 \u00e9 um marco da literatura infantil brasileira"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-cover is-light\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-30 has-background-dim\"><\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-169\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989-1024x768.jpeg\" style=\"object-position:50% 12%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"50% 12%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989-300x225.jpeg 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989-768x576.jpeg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1989.jpeg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-005b6ec5d4018311a4531a24120c1b90\"><sub><sup><strong>A primeira edi\u00e7\u00e3o de <em>A Bonequinha Preta<\/em> ocorreu h\u00e1 mais de 80 anos. A obra j\u00e1 vendeu mais de 2 milh\u00f5es de c\u00f3pias, inspirou v\u00e1rios trabalhos escolares, pe\u00e7as de teatro, conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias e povoa a mem\u00f3ria de incont\u00e1veis adultos.<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da cor, outras caracter\u00edsticas da boneca s\u00e3o as suas duas tran\u00e7as, a boca vermelha e os olhos arredondados. Lan\u00e7ado em 1938, esse foi o segundo livro infantil escrito por <a href=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/alaide-lisboa-de-oliveira\/(abrir em uma nova aba)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ala\u00edde Lisboa de Oliveira<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A estreia da autora na literatura direcionada para as crian\u00e7as veio um pouco antes, com <em><a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/livro-infantil\/o-bonequinho-doce\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Bonequinho Doce<\/a><\/em>. Depois do sucesso do livro, Ala\u00edde sentiu a necessidade de escrever <em><a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/livro-infantil\/a-bonequinha-preta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Bonequinha Preta<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a inspira\u00e7\u00e3o para o segundo livro, ela declarou: \u201cEu n\u00e3o aguentava ver s\u00f3 bonecas louras de olhos azuis. Queria criar uma boneca de cor negra.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma negra, de quem Ala\u00edde gostava muito, foi bab\u00e1 da autora quando crian\u00e7a. Segundo ela, o livro foi uma maneira inconsciente de homenagear aquela pessoa querida.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a narrativa n\u00e3o possuir um grande referencial \u00e9tnico-racial, o livro representa um marco nessa quest\u00e3o. Afinal, a personagem do t\u00edtulo \u00e9 \u201cnegra como carv\u00e3o\u201d. Se voc\u00ea ainda n\u00e3o conhece essa hist\u00f3ria cl\u00e1ssica, assista ao v\u00eddeo abaixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"A Bonequinha Preta \u2013 Ala\u00edde Lisboa\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iUELLWwWWYg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A moral contida no livro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como boa parte dos livros infantis,<em> A Bonequinha Preta<\/em> tem a inten\u00e7\u00e3o de formar valores. Para isso, Ala\u00edde Lisboa levou em conta a psicologia das crian\u00e7as e prefer\u00eancia que elas t\u00eam pela fantasia e <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/loja\/noticia.php?loja=735287&amp;id=33\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pelo l\u00fadico<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assim, a hist\u00f3ria do livro se torna uma forma prazerosa de falar sobre situa\u00e7\u00f5es s\u00e9rias. Entre os temas abordados est\u00e3o o amor, a amizade, o perd\u00e3o, a solidariedade e a obedi\u00eancia aos mais velhos.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"584\" height=\"579\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Bonequinha_Preta_na_janela_classico_e_novo.jpg\" alt=\"A Bonequinha Preta na janela cl\u00e1ssico e novo.\" class=\"wp-image-157\" style=\"width:410px;height:406px\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Bonequinha_Preta_na_janela_classico_e_novo.jpg 584w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Bonequinha_Preta_na_janela_classico_e_novo-300x297.jpg 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Bonequinha_Preta_na_janela_classico_e_novo-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p id=\"block-18cdfcfe-a271-4d2a-bcbf-8750dda77f29\">Na hist\u00f3ria, a menina Mariazinha vai passear com a m\u00e3e e deixa sua Bonequinha Preta em casa. A crian\u00e7a recomenda \u00e0 boneca que n\u00e3o brinque perto da janela.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-42719f15-be81-425c-bc79-652d742333ac\">Isso d\u00e1 a entender que ela est\u00e1 reproduzindo recomenda\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s que recebe de sua m\u00e3e quando \u00e9 deixada em casa sozinha.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"block-3d5125df-87ba-4d72-a64f-016b6098f694\">Depois, a Bonequinha Preta fica intrigada com uns miados que ouve e tenta espiar o gato do lado de fora da casa. Essa passagem reflete a curiosidade das crian\u00e7as frente ao desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a Bonequinha Preta acaba caindo da janela.Isso indica o perigo de brincar perto de janelas e o que acontece com quem desobedece aos pais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>A Bonequinha Preta<\/em> e a representatividade do negro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das inten\u00e7\u00f5es de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira ao escrever <em>A Bonequinha Preta <\/em>era mudar a concep\u00e7\u00e3o sobre personagens de literatura infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das minhas felicidades \u00e9 saber que isto ajudou a combater preconceitos raciais. Tenho muito orgulho de saber que crian\u00e7as negras se identificaram com a personagem e se encontraram em sua leitura\u201d, disse a autora.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembre-se de que estamos falando de uma obra lan\u00e7ada na d\u00e9cada de 1930. Na \u00e9poca, as <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/loja\/noticia.php?loja=735287&amp;id=23\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quest\u00f5es raciais<\/a> ainda engatinhavam. Por isso, a hist\u00f3ria n\u00e3o cont\u00e9m um convite expl\u00edcito a discuss\u00f5es sobre temas densos, como racismo ou inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, o livro \u00e9 pioneiro e indispens\u00e1vel para quem quer se aprofundar na hist\u00f3ria do negro brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover is-light\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-30 has-background-dim\"><\/span><img decoding=\"async\" width=\"841\" height=\"571\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-162\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Livro-Mariazinha-dormindo-com-a-Bonequinha-Preta-novo-e-classico.jpg\" style=\"object-position:48% 0%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"48% 0%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Livro-Mariazinha-dormindo-com-a-Bonequinha-Preta-novo-e-classico.jpg 841w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Livro-Mariazinha-dormindo-com-a-Bonequinha-Preta-novo-e-classico-300x204.jpg 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Livro-Mariazinha-dormindo-com-a-Bonequinha-Preta-novo-e-classico-768x521.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left has-white-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-e746e77d533967e3c2485217fb295b7f\"><sub><sup><strong>A protagonista n\u00e3o \u00e9 uma crian\u00e7a negra, mas sim uma boneca. A Bonequinha Preta \u00e9 um objeto pelo qual Mariazinha, a crian\u00e7a (branca) da hist\u00f3ria, sente afei\u00e7\u00e3o e cuida como se fosse sua filha.<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Embora a cor da boneca n\u00e3o influencie na narrativa, a obra contribuiu para a discuss\u00e3o do tema da representa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as negras. Isso era algo in\u00e9dito nos livros infantis daqueles tempos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para que voc\u00ea tenha ideia do tamanho da barreira que o livro transp\u00f4s, s\u00f3 se abordou o tema novamente em uma obra relevante em 1986. Estamos falando de <em>Menina bonita do la\u00e7o de fita<\/em>, de Ana Maria Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade,<em> A Bonequinha Preta<\/em> tamb\u00e9m ganhou uma visibilidade maior na d\u00e9cada de 1980. Nessa \u00e9poca, a <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/loja\/noticia.php?loja=735287&amp;id=21\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">abertura pol\u00edtica<\/a> permitiu a participa\u00e7\u00e3o de diferentes segmentos sociais nos destinos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, percebeu-se uma aus\u00eancia de obras capazes de oferecer \u00e0s crian\u00e7as negras um referencial positivo de identidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As sucessivas vers\u00f5es de <em>A Bonequinha Preta<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, <em>A Bonequinha Preta <\/em>tem encantado crian\u00e7as de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/2760327\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">confira aqui<\/a>! De l\u00e1 para c\u00e1, o livro passou por algumas mudan\u00e7as gr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista Monsan, que possu\u00eda o estilo pr\u00f3prio da \u00e9poca, desenhou a Bonequinha Preta original. Por isso, podemos considerar que Ala\u00edde Lisboa de Oliveira \u00e9 a m\u00e3e da Bonequinha Preta e Monsan \u00e9 seu pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1982, foi necess\u00e1rio fazer uma adequa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, para <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/loja\/noticia.php?loja=735287&amp;id=7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tornar o livro mais atraente<\/a>. Assim, as crian\u00e7as passaram a conhecer a obra com o estilo marcante da ilustradora Ana Raquel, naquela \u00e9poca, uma iniciante.<\/p>\n\n\n\n<p>A artista, por sua vez, conheceu o livro quando ainda estava aprendendo a ler. Mais tarde, ela iria re-ilustrar e, assim, se considerar \u201ctia\u201d da Bonequinha Preta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Ana Raquel desenhou o livro, o texto tamb\u00e9m havia passado por adequa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de diferen\u00e7as gramaticais, alguns trechos precisaram de mudan\u00e7as m\u00ednimas, para que n\u00e3o causassem interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1999-768x1024.jpeg\" alt=\"Livro cl\u00e1ssico A Bonequinha Preta em destaque e edi\u00e7\u00f5es recentes ao fundo.\" class=\"wp-image-170\" style=\"width:410px;height:547px\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1999-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1999-225x300.jpeg 225w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1999-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1999.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>No entanto, o sentimento transmitido ao leitor nunca sofreu altera\u00e7\u00e3o.Assim, o livro com arte e texto originais virou item de colecionador.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nostalgia fez com que em 2013 fosse feita uma edi\u00e7\u00e3o fac-s\u00edmile. Quando <em>A Bonequinha Preta<\/em> completou 75 anos, foi lan\u00e7ada uma reprodu\u00e7\u00e3o do livro original de 1938, com o mesmo tipo de papel e tudo mais!<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o mais f\u00e1cil de encontrar atualmente foi concebida em 2004, para comemorar o centen\u00e1rio de Ala\u00edde Lisboa, que ainda era viva naquela \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o, as ilustra\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o de Ana Raquel, que usou como base a sua arte de 1982. A artista usou uma caneta digital e um software pr\u00f3prio para recriar por cima de seu pr\u00f3prio desenho.O resultado \u00e9 deslumbrante!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem dera nossos refazeres sempre dessem tanto prazer\u201d, disse Ana Raquel. A vers\u00e3o atual ainda conta com recortes do arquivo pessoal de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira. Confira!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da cor, outras caracter\u00edsticas da boneca s\u00e3o as suas duas tran\u00e7as, a boca vermelha e os olhos arredondados. Lan\u00e7ado em 1938, esse foi o segundo livro infantil escrito por Ala\u00edde Lisboa de Oliveira. A estreia da autora na literatura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52,53,54],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11895,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156\/revisions\/11895"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}