{"id":206,"date":"2021-03-22T18:42:00","date_gmt":"2021-03-22T18:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=206"},"modified":"2024-04-04T16:49:07","modified_gmt":"2024-04-04T16:49:07","slug":"a-bonequinha-preta-influencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/a-bonequinha-preta-influencia\/","title":{"rendered":"\u2018A Bonequinha Preta\u2019: veja a influ\u00eancia desse livro na literatura"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"A Bonequinha Preta \u2013 Ala\u00edde Lisboa\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iUELLWwWWYg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Os livros de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira, como <em>O Bonequinho Doce<\/em>, <em>Ciranda<\/em> e <em>Cirandinha<\/em>, marcaram v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. Ainda hoje, escolas usam <em>A Bonequinha Preta<\/em>, que \u00e9 influ\u00eancia e d\u00e1 nome a alguns cantinhos de leitura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/livro-infantil\/a-bonequinha-preta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">vers\u00e3o atual do livro<\/a> possui recortes do arquivo pessoal da autora e de sua autobiografia, <em>Se bem me lembro&#8230;<\/em> Neles, vemos desenhos, cartas e depoimentos de professores, crian\u00e7as e outros escritores.<\/p>\n\n\n\n<p>As hist\u00f3rias de Ala\u00edde s\u00e3o delicadas, sens\u00edveis e tratam de temas universais, como amizade, obedi\u00eancia, perd\u00e3o e solidariedade. Ao mesmo tempo, s\u00e3o cheias de movimento e aventura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os livros s\u00e3o feitos pensando na identifica\u00e7\u00e3o dos personagens com crian\u00e7as em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Por isso, o vocabul\u00e1rio \u00e9 simples, e as frases s\u00e3o curtas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os livros de <a href=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/alaide-lisboa-de-oliveira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ala\u00edde Lisboa<\/a>, <em>A Bonequinha Preta<\/em> \u00e9 o de maior influ\u00eancia, mas n\u00e3o o \u00fanico. Suas outras obras liter\u00e1rias, bem como os livros de pedagogia tamb\u00e9m s\u00e3o muito importantes. Sobre eles, Carlos Drummond de Andrade declarou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAla\u00edde e sua <em>Nova did\u00e1tica<\/em> est\u00e3o aqui na mesa deste seu leitor-amigo-admirador, que \u00e9 capaz de sentir e perceber o que h\u00e1 de inovador e criativo num trabalho como esse, feito de experi\u00eancia, reflex\u00e3o e amor \u00e0 tarefa, com apoio num grande talento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O pioneirismo do livro de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 1938, <em>A Bonequinha Preta<\/em> pode ser considerado <a href=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/a-bonequinha-preta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">um livro precursor<\/a>. Afinal, ele representa um esfor\u00e7o, mesmo que ainda bem t\u00edmido, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s discuss\u00f5es raciais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 s\u00f3 pensar que, apenas um ano antes, em 1937, houve a publica\u00e7\u00e3o de <em>Hist\u00f3rias de Tia Nast\u00e1cia<\/em>, de Monteiro Lobato. Apesar de abordar temas que eram senso comum naquela \u00e9poca, essa obra \u00e9 at\u00e9 hoje alvo de controv\u00e9rsias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Monteiro Lobato foi um dos primeiros a dar representatividade aos negros por meio de seus personagens. No entanto, isso n\u00e3o serviu para quebrar preconceitos ou estere\u00f3tipos presentes em obras anteriores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover is-light\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-30 has-background-dim\"><\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"775\" height=\"561\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-207\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Mariazinha_conversa_com_a_Bonequinha_Preta.png\" style=\"object-position:49% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"49% 26%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Mariazinha_conversa_com_a_Bonequinha_Preta.png 775w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Mariazinha_conversa_com_a_Bonequinha_Preta-300x217.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Mariazinha_conversa_com_a_Bonequinha_Preta-768x556.png 768w\" sizes=\"(max-width: 775px) 100vw, 775px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-813eda1a70ab8bc31492e4d5879aa02b\"><sub><sup><strong>Assim como Em\u00edlia, do <em>S\u00edtio do Picapau Amarelo<\/em>, a Bonequinha Preta \u00e9 uma boneca com vida. Por\u00e9m, agora o brinquedo possui um padr\u00e3o de beleza que, at\u00e9 ent\u00e3o, era ignorado.<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>O livro de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira acentua a beleza da boneca, que \u00e9 \u201cpreta como carv\u00e3o\u201d e tem os olhos bem redondos. A crian\u00e7a da hist\u00f3ria \u00e9 branca e cuida de sua boneca preta como se fosse filha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Depois de <em>A Bonequinha Preta<\/em>, uma grande lacuna<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Desde <em>A Bonequinha Preta<\/em>, passaram-se d\u00e9cadas at\u00e9 que o negro fosse bem representado em obras infantis. Somente na d\u00e9cada de 1980 houve novamente o lan\u00e7amento livros com grande relev\u00e2ncia nessa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estamos falando de <em>Menina bonita do la\u00e7o de fita,<\/em> de Ana Maria Machado, e <em>O menino marrom<\/em>, de Ziraldo, ambos de 1986. Assim como no livro de Ala\u00edde Lisboa, esses livros relatam a beleza da cor negra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eles ainda fazem refer\u00eancias \u00e0 tonalidade e ao formato caracter\u00edsticos dos olhos de pessoas negras. Al\u00e9m disso, todos eles narraram rela\u00e7\u00f5es afetuosas entre personagens de <a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/loja\/noticia.php?loja=735287&amp;id=23\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cores diferentes<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover is-light\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-30 has-background-dim\"><\/span><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"675\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-210\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-1024x675.jpg\" style=\"object-position:60% 100%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"60% 100%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-1024x675.jpg 1024w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-300x198.jpg 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-768x506.jpg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-1536x1013.jpg 1536w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/menina_pensando-2048x1350.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-cb64bd3877c1853dd436fcaa807184c8\"><sub><sup><strong>No caso de <em>Menina bonita do la\u00e7o de fita<\/em>, a protagonista \u00e9 uma garota bonita e esperta. Ela valoriza sua ancestralidade e \u00e9 elogiada por seus tra\u00e7os de descend\u00eancia negra.<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A cor de sua pele se parece com o \u201cpelo da pantera negra quando pula na chuva\u201d e seus olhos s\u00e3o como um par de azeitonas.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu melhor amigo \u00e9 um coelho branco. O coelho, por sua vez, acha que a menina \u00e9 a pessoa mais bonita que j\u00e1 viu e quer ter uma filha da cor da personagem que d\u00e1 nome ao livro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em <em>O menino marrom<\/em>, a narrativa gira em torno de um menino bonito e inteligente, com tra\u00e7os negros bem definidos. Seus olhos s\u00e3o vivos, grandes e lembram jabuticabas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ziraldo j\u00e1 abre o livro falando sobre a beleza da cor negra. O autor compara a pele do menino marrom com chocolate puro, muito mais bonito do que o misturado com leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, o melhor amigo do menino marrom \u00e9 branco (ou melhor, cor-de-rosa). Os dois fazem v\u00e1rias descobertas juntos, inclusive sobre os v\u00e1rios tons de pele que existem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Bonequinha Preta \u00e9 influ\u00eancia para um livro-homenagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2005, houve o lan\u00e7amento de <em><a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/livro-juvenil\/a-cancao-do-verdureiro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A can\u00e7\u00e3o do verdureiro<\/a><\/em>, livro de Maura Maciel. Aqui, a protagonista tamb\u00e9m tem uma melhor amiga negra. No entanto, a narrativa vai bem al\u00e9m da refer\u00eancia \u00e9tnico-racial.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra \u00e9, na verdade, um tributo expl\u00edcito ao livro de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira. Na hist\u00f3ria, a personagem principal conta que conheceu <em>A Bonequinha Preta<\/em> quando ainda nem sabia ler.<\/p>\n\n\n\n<p>A protagonista logo se identifica e se apaixona pela hist\u00f3ria: \u201cQue aventura mais gostosa, que coisa boa de se viver\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"702\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mariazinha_dormindo_com_a_Bonequinha_Preta_classico-702x1024.jpg\" alt=\"P\u00e1gina do livro cl\u00e1ssico, com Mariazinha dormindo com a Bonequinha Preta.\" class=\"wp-image-211\" style=\"width:408px;height:595px\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mariazinha_dormindo_com_a_Bonequinha_Preta_classico-702x1024.jpg 702w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mariazinha_dormindo_com_a_Bonequinha_Preta_classico-206x300.jpg 206w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mariazinha_dormindo_com_a_Bonequinha_Preta_classico-768x1120.jpg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mariazinha_dormindo_com_a_Bonequinha_Preta_classico.jpg 913w\" sizes=\"(max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Sua rua tamb\u00e9m tem gatinhos e cestos de verdura. Assim, ela vive na esperan\u00e7a de que a magia tamb\u00e9m ocorra em sua vida. Chegando em casa, ela reconta para suas pr\u00f3prias bonecas o que lembra da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed, a menina encontra no livro uma brincadeira mais interessante do que pique-esconde, queimada ou amarelinha. Na verdade, ela o considera como seu novo melhor amigo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De tanto ver as palavras no livro, a protagonista come\u00e7a a associ\u00e1-las com aquelas que ouviu tantas vezes. Assim, ela aprende a ler com<em> A Bonequinha Preta<\/em>, assim como v\u00e1rias crian\u00e7as em todo o Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entusiasmo da menina ao se alfabetizar \u00e9 contagiante. A maior emo\u00e7\u00e3o \u00e9 quando ela ganha o livro de presente: \u201cA coisa mais preciosa que jamais possu\u00edra.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo depois de crescer e conhecer outros tantos livros, a personagem ainda guarda e tem um carinho especial por <em>A Bonequinha Preta<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando ela se muda e acaba ficando sem o livro, a menina compara o sentimento com o de Mariazinha quando perdeu sua boneca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ana Raquel e o fechamento do ciclo de <em>A Bonequinha Preta<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Como voc\u00ea viu,<em> A Bonequinha Preta<\/em> e <em>A can\u00e7\u00e3o do verdureiro<\/em> s\u00e3o dois livros que conversam entre si. Na verdade, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mais pr\u00f3xima do que voc\u00ea imagina, desde o detalhe da presen\u00e7a da ic\u00f4nica flor do livro cl\u00e1ssico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso,<em> A can\u00e7\u00e3o do verdureiro<\/em> foi ilustrado por Ana Raquel, artista respons\u00e1vel pela atualiza\u00e7\u00e3o das imagens da obra homenageada por duas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria, a protagonista, j\u00e1 adulta, ganha de um amigo uma das vers\u00f5es ilustradas por Ana Raquel. Apesar da delicadeza do gesto, ela ainda sente falta do livro da sua inf\u00e2ncia, com o olhar sapeca da Bonequinha Preta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ganhar do mesmo amigo a vers\u00e3o original do livro, a protagonista o considera como seu salvador \u2013 ou melhor, seu \u201cverdureiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover is-light\"><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim-30 has-background-dim\"><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"857\" height=\"566\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-212\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Verdureiro_Bonequinha_Preta_e_gatinho.png\" style=\"object-position:50% 98%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"50% 98%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Verdureiro_Bonequinha_Preta_e_gatinho.png 857w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Verdureiro_Bonequinha_Preta_e_gatinho-300x198.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Verdureiro_Bonequinha_Preta_e_gatinho-768x507.png 768w\" sizes=\"(max-width: 857px) 100vw, 857px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-white-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-ad5f006ee407cba488587e322f637616\"><sub><sup><strong>Apesar da decep\u00e7\u00e3o que causou \u00e0 protagonista de <em>A can\u00e7\u00e3o do verdureiro<\/em>, no mundo real, a vers\u00e3o de Ana Raquel fez sucesso e deu vida nova \u00e0 hist\u00f3ria.<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>A ilustradora, por sua vez, conheceu <em>A Bonequinha Preta<\/em> quando aprendeu a ler. Assim, <em>A can\u00e7\u00e3o do verdureiro<\/em> representa o fechamento de um ciclo, onde a artista se reencontra enquanto leitora e ilustradora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, Ana Raquel tamb\u00e9m re-ilustraria <em><a href=\"https:\/\/www.lojabondele.com.br\/livro-infantil\/o-bonequinho-doce\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Bonequinho Doce<\/a><\/em>, outro livro de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira. Dessa forma, <em>A Bonequinha Preta<\/em> continua sendo influ\u00eancia para v\u00e1rias obras encantadoras, que voc\u00ea precisa conhecer!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os livros de Ala\u00edde Lisboa de Oliveira, como O Bonequinho Doce, Ciranda e Cirandinha, marcaram v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. Ainda hoje, escolas usam A Bonequinha Preta, que \u00e9 influ\u00eancia e d\u00e1 nome a alguns cantinhos de leitura. 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