{"id":3269,"date":"2021-11-19T08:26:00","date_gmt":"2021-11-19T08:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=3269"},"modified":"2021-12-20T14:27:38","modified_gmt":"2021-12-20T14:27:38","slug":"texturaafro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/texturaafro\/","title":{"rendered":"\u2018Texturaafro\u2019 \u2013 para celebrar o Dia da Consci\u00eancia Negra"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-juvenil\/texturaafro\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-livro-Texturaafro.jpg\" alt=\"Capa do livro Texturaafro.\" class=\"wp-image-3271\" width=\"333\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-livro-Texturaafro.jpg 440w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Capa-do-livro-Texturaafro-250x300.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e1bado, 20 de novembro, \u00e9 Dia da Consci\u00eancia Negra. O momento \u00e9 oportuno para falarmos sobre <em>Texturaafro<\/em>, livro escrito por Ad\u00e3o Ventura, com imagens de Na\u00edche Cardoso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atemporal, a obra foi publicada pela primeira vez em 1992 e aborda v\u00e1rios temas relacionados \u00e0 consci\u00eancia afro-brasileira: origem, escravid\u00e3o, identidade, congado etc.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o poemas, ao mesmo tempo, fortes e l\u00edricos, em que as quest\u00f5es \u00e9tnicas assumem tons de revolta e indigna\u00e7\u00e3o. Com versos curtos e praticamente sem ornamentos e efeitos, a mensagem \u00e9 simples, seca e direta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem baixar a cabe\u00e7a por um momento sequer, o autor fala com bravura e lucidez, mostrando sua consci\u00eancia pol\u00edtica e racial. A seguir, veja como as quatro partes de <em>Texturaafro<\/em> denunciam a opress\u00e3o ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o as quatro partes de <em>Texturaafro<\/em>?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O livro j\u00e1 abre com uma frase certeira de Manuel Bandeira: \u201cSomos duplamente prisioneiros: de n\u00f3s mesmos e do tempo em que vivemos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img decoding=\"async\" width=\"582\" height=\"494\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3274\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-28.png\" style=\"object-position:52% 69%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"52% 69%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-28.png 582w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-28-300x255.png 300w\" sizes=\"(max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>A incapacidade da sociedade de combater os elementos hist\u00f3ricos de repress\u00e3o e racismo \u00e9 um assunto que permeia a obra. Por meio de seu contra-discurso, Ad\u00e3o Ventura busca a liberta\u00e7\u00e3o daquilo que o tempo imp\u00f4s.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A primeira parte trata <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/contos-africanos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">da descend\u00eancia e das ra\u00edzes culturais<\/a> que ligam os negros do Brasil. Mitos, conven\u00e7\u00f5es e estere\u00f3tipos criam a ideia de democracia racial, para aliviar a consci\u00eancia branca e acalmar a insurrei\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, \u00e9 feita a exalta\u00e7\u00e3o de personagens que simbolizam a resist\u00eancia e o orgulho negro. \u00c9 a\u00ed que o autor questiona os valores colonialistas em que se baseiam <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/paises-que-falam-portugues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a cultura e o discurso dominantes<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Chico Rei e Isidoro, figuras presentes na mem\u00f3ria popular, mas <a href=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/fatos-historicos-e-ficcao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">exclu\u00eddos da hist\u00f3ria oficial<\/a>, s\u00e3o mostrados como her\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, h\u00e1 a uni\u00e3o entre passado e presente. A favela \u00e9 vista como a nova senzala. Os meninos de rua s\u00e3o comparados a Zumbi. Por mais que tentem, dificilmente conseguem escapar do destino e das condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, as vidas de antepassados negros se unem a um passado recente. Os pr\u00f3prios pais e av\u00f3s de Ad\u00e3o Ventura tomam forma de poesia, e o autor se lembra da inf\u00e2ncia, quando j\u00e1 sentia na pele o peso da discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O negro ainda \u00e9 posto constantemente em situa\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o.<\/strong><strong> Assim como come\u00e7ou, o livrofecha de forma impactante: \u201cA hist\u00f3ria do negro \u00e9 um tra\u00e7o num abra\u00e7o de ferro e fogo.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Depoimentos sobre Ad\u00e3o Ventura e o livro <em>Texturaafro<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Nascido em 1939, no Vale do Jequitinhonha, Ad\u00e3o Ventura se tornou um dos maiores poetas negros brasileiros do s\u00e9culo XX.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img decoding=\"async\" width=\"891\" height=\"600\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3273\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-20.png\" style=\"object-position:46% 0%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"46% 0%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-20.png 891w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-20-300x202.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-20-768x517.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Texturaafro-pagina-20-600x404.png 600w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>Seus poemas apareceram em diversas antologias nacionais e internacionais, traduzidos para ingl\u00eas, espanhol, alem\u00e3o e h\u00fangaro. O autor faleceu em 2004. Confira alguns testemunhos de outros grandes autores sobre sua obra.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em>\u201cA poesia de Ad\u00e3o \u00e9 cravejada em ferros da nossa Hist\u00f3ria. \u00c9 forte e descarnada, como conv\u00e9m \u00e0s suas amarras e v\u00ednculos.\u201d<\/em> <strong>\u2013 Lib\u00e9rio Neves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAd\u00e3o Ventura continua praticando um poema de textura seca, impl\u00edcita, sem derramamentos. Seu estilo tem provocado seguidores. Sua preocupa\u00e7\u00e3o formal e de ra\u00edzes negras fica sendo seu maior trunfo.\u201d<\/em> <strong>\u2013 Du\u00edlio Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO poeta assume a biografia soterrada por montanhas de preconceitos. Da\u00ed, talvez a for\u00e7a com que brota e se manifesta. Ad\u00e3o Ventura faz o lirismo da revolta, um Cruz e Souza \u00e0s avessas.\u201d<\/em> <strong>\u2013 F\u00e1bio Lucas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAd\u00e3o Ventura tece, na fibra de a\u00e7o da sua ra\u00e7a, a tessitura forte da poesia diamantina, impregnada do ferro e do ouro que corre nas entranhas dos Geraes para o Universo do Mundo.\u201d<\/em> <strong>\u2013 Eliana Mour\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a outros livros pertinentes ao Dia da Consci\u00eancia Negra<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Obras infantojuvenis podem servir de ferramenta para tratar quest\u00f5es \u00e9tnicas entre as crian\u00e7as. Do Grupo L\u00ea, livros como <em><a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-infantojuvenil\/honorina\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Honorina<\/a><\/em>, <em><a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-infantil\/a-cor-da-vida\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A cor da vida<\/a><\/em>,<em> <a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-infantil\/nino-e-bela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nino e Bela<\/a> <\/em>e <em><a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-infantil\/beee\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">B\u00e9\u00e9\u00e9<\/a><\/em> podem ajudar nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-outline\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" href=\"http:\/\/www.le.com.br\/contato\/\" style=\"border-radius:25px\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Preencha o formul\u00e1rio<\/strong><\/a><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-outline\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-text-color has-background\" href=\"http:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5531997376292\" style=\"border-radius:25px;background-color:#2fa300\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Chame pelo WhatsApp<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea tem interesse em adotar <em>Texturaafro<\/em>, algum dos t\u00edtulos que acabei de mencionar ou outro livro? Entre em contato! Juntos, selecionaremos os melhores t\u00edtulos para trabalhar temas importantes na escola!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bado, 20 de novembro, \u00e9 Dia da Consci\u00eancia Negra. O momento \u00e9 oportuno para falarmos sobre Texturaafro, livro escrito por Ad\u00e3o Ventura, com imagens de Na\u00edche Cardoso. 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