{"id":3754,"date":"2022-01-10T18:51:56","date_gmt":"2022-01-10T18:51:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=3754"},"modified":"2022-01-10T19:20:40","modified_gmt":"2022-01-10T19:20:40","slug":"ha-uma-gota-de-poesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/ha-uma-gota-de-poesia\/","title":{"rendered":"\u2018H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia\u2019 e a viagem de M\u00e1rio de Andrade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>M\u00e1rio de Andrade fez uma viagem pelas \u00e1guas da Amaz\u00f4nia. Anota\u00e7\u00f5es dessa experi\u00eancia est\u00e3o reunidas em <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia \u2013 Di\u00e1rio po\u00e9tico de um turista aprendiz<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O livro \u00e9 direcionado ao p\u00fablico infantojuvenil e totalmente ilustrado. O t\u00edtulo \u00e9 uma refer\u00eancia a <em>H\u00e1 uma gota de sangue em cada poema<\/em>, primeira obra publicada por M\u00e1rio de Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"https:\/\/loja.le.com.br\/livro-infantojuvenil\/ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/a><\/em> ser\u00e1 lan\u00e7ado na ter\u00e7a-feira, 18\/1, \u00e0s 19 horas. O bot\u00e3o abaixo te levar\u00e1 ao encontro on-line, via Zoom. Depois da inscri\u00e7\u00e3o, o link para o evento ser\u00e1 enviado para o seu e-mail.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignfull is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" href=\"https:\/\/poiesis.education1.com.br\/publico\/inscricao\/41f3df50f91a705c3b3adbcd96afa2cc\" style=\"border-radius:25px\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Lan\u00e7amento de <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em><\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Que viagem \u00e9 essa retratada em <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O ano \u00e9 1927. Mario de Andrade tem 35 anos, j\u00e1 \u00e9 um grande poeta e um escritor influente. Quem faz o convite para a viagem \u00e9 sua amiga e incentivadora das artes Ol\u00edvia Guedes Penteado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-paigna-4.png\" alt=\"M\u00e1rio de Andrade fazendo as malas. H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia, p\u00e1g. 4.\" class=\"wp-image-3761\" width=\"256\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-paigna-4.png 657w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-paigna-4-222x300.png 222w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-paigna-4-600x809.png 600w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, ele fica relutante, mas logo se empolga. Afinal, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, dois grandes amigos e companheiros do modernismo, tamb\u00e9m querem ir.<\/p>\n\n\n\n<p>Perto do dia do embarque, eles desistem, o que deixa M\u00e1rio de Andrade desanimado. O poeta s\u00f3 n\u00e3o desiste tamb\u00e9m em respeito \u00e0 sua amiga Ol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Dulce, filha de Tarsila do Amaral, Ol\u00edvia, sua sobrinha Margarida e, claro, M\u00e1rio de Andrade, partem rumo ao desconhecido. A navega\u00e7\u00e3o come\u00e7a no Rio de Janeiro, vai pela costa brasileira e chega a Bel\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, os viajantes passam pelos rios Amazonas, Negro, Solim\u00f5es e Madeira. Eles conhecem a Bol\u00edvia e o Peru, e voltam ao Rio de Janeiro depois de tr\u00eas meses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>O turista aprendiz<\/em><\/strong><strong>, obra de M\u00e1rio de Andrade em que se baseia o livro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O livro \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o de textos de <em>O Turista Aprendiz \u2013 Viagem pelo Amazonas at\u00e9 o Peru, pelo Madeira at\u00e9 a Bol\u00edvia, e por Maraj\u00f3 at\u00e9 dizer chega<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nele, o prosador, poeta, cr\u00edtico de arte e music\u00f3logo oferece sua vis\u00e3o das paisagens e costumes que encontrou. Com seu estilo singular, <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/fatos-historicos-e-ficcao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mistura realidade e fic\u00e7\u00e3o<\/a> ao mostrar um Brasil que poucos conhecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses di\u00e1rios ainda contam com imagens ousadas, registradas pelo pr\u00f3prio poeta, em uma \u00e9poca em que a fotografia ainda engatinhava. <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/publicacao\/O_turista_aprendiz.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aqui<\/a>, voc\u00ea encontra a \u00edntegra dos textos, fotografias e algumas notas interessantes.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio de Andrade preparou a obra por muitos anos e a concluiu em 1943. Ainda assim, a primeira edi\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorreu em 1976, 31 anos ap\u00f3s sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, sua inten\u00e7\u00e3o era muito mais escrever um livro modernista do que viajar. O que se v\u00ea em <em>O turista aprendiz<\/em> s\u00e3o anota\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3763\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18-1024x681.png\" style=\"object-position:17% 100%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"17% 100%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18-1024x681.png 1024w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18-300x199.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18-768x511.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18-600x399.png 600w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-pagina-18.png 1125w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><sub><sup><strong>\u201csem nenhuma inten\u00e7\u00e3o da obra-de-arte ainda, reservada pra elabora\u00e7\u00f5es futuras, nem com a menor inten\u00e7\u00e3o de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elabora\u00e7\u00e3o definitiva nunca realizei&#8230; Agora re\u00fano aqui tudo, como estava nos cadernos e pap\u00e9is soltos, ora mais, ora menos escrito.\u201d<\/strong><\/sup><\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-large-font-size\"><sub><sup>M\u00e1rio de Andrade, em <em>O turista aprendiz<\/em><\/sup><\/sub><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem \u00e9 o respons\u00e1vel por <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O autor Fernando A. Pires selecionou os textos e ilustrou <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>. Amante das \u201cleituras dif\u00edceis\u201d, ele conta que um dos seus maiores desafios foi <em>Macuna\u00edma<\/em>, de M\u00e1rio de Andrade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o conseguia \u201centrar\u201d no livro, por mais que lesse cr\u00edticas \u00e0 obra e procurasse saber mais sobre o escritor. Isso aconteceu at\u00e9 que conheceu as divertidas cartas escritas por ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma que lhe chamou bastante a aten\u00e7\u00e3o foi uma de 1927, um ano antes da publica\u00e7\u00e3o de <em>Macuna\u00edma<\/em>. Essa carta era endere\u00e7ada a Manuel Bandeira e comunicava a tal viagem \u00e0 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na busca de pistas que o ajudassem a decifrar <em>Macuna\u00edma<\/em>, Fernando A. Pires resolveu pesquisar se a viagem realmente tinha ocorrido ou n\u00e3o. Foi assim que chegou a <em>O turista aprendiz<\/em>. Depois, leu <em>Macuna\u00edma <\/em>de novo e se divertiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, confira a entrevista com Fernando A. Pires sobre <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Entrevista com o autor e ilustrador Fernando A. Pires pela Abacatte Editorial\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2MDFgcgggo4?start=244&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Fernando A. Pires escreve e \u00e9 o respons\u00e1vel pelas imagens dos seus pr\u00f3prios livros (at\u00e9 o momento, s\u00e3o mais de vinte). Ele tamb\u00e9m ilustra obras de outros autores.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu livro <em><a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/um-conto-por-um-guarana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um conto por um guaran\u00e1<\/a><\/em> foi finalista dos pr\u00eamios Guavira e Jabuti. Al\u00e9m disso, foi selecionado para o Plano Nacional do Livro e do Material Did\u00e1tico (PNLD).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confira o lan\u00e7amento de<em> H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"642\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Capa-do-livro-Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia.png\" alt=\"Capa do livro H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia.\" class=\"wp-image-3756 size-full\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Capa-do-livro-Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia.png 474w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Capa-do-livro-Ha-uma-gota-de-poesia-em-cada-rio-da-Amazonia-221x300.png 221w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Em<em> H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>, recursos como pontua\u00e7\u00e3o, ortografia e sintaxe originais foram respeitados. N\u00e3o \u00e0 toa, a obra conta com um gloss\u00e1rio de termos regionais e da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel perceber a riqueza da escrita de M\u00e1rio de Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ent\u00e3o, n\u00e3o perca o lan\u00e7amento de<em> H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em>. Acompanhe o site da L\u00ea diariamente. Aqui, voc\u00ea sempre ter\u00e1 um conte\u00fado que valoriza a literatura, a arte e o universo infantojuvenil.<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio de Andrade fez uma viagem pelas \u00e1guas da Amaz\u00f4nia. Anota\u00e7\u00f5es dessa experi\u00eancia est\u00e3o reunidas em H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia \u2013 Di\u00e1rio po\u00e9tico de um turista aprendiz. 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