{"id":3830,"date":"2022-01-18T15:42:25","date_gmt":"2022-01-18T15:42:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=3830"},"modified":"2022-01-18T16:32:11","modified_gmt":"2022-01-18T16:32:11","slug":"modernismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/modernismo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Modernismo brasileiro rompeu com padr\u00f5es elitistas. Saiba como ocorreu"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"720\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3843\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti-1024x720.jpg\" style=\"object-position:48% 100%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"48% 100%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti-300x211.jpg 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti-768x540.jpg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti-600x422.jpg 600w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Quermerse-Anita-Malfatti.jpg 1537w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>O Modernismo brasileiro foi important\u00edssimo para o surgimento de uma literatura com identidade nacional. Na verdade, o movimento trouxe o pensamento aut\u00f4nomo para todas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, predominava o Parnasianismo, onde a arte era exaltada como algo da elite.<\/p>\n\n\n\n<p>O Modernismo brasileiro importou da Europa a ideia de ruptura com as tradi\u00e7\u00f5es, mas dando uma roupagem nacional e nacionalista. Entre suas caracter\u00edsticas est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Inova\u00e7\u00e3o<\/li><li>Liberdade de cria\u00e7\u00e3o<\/li><li>Transgress\u00e3o<\/li><li>Rompimento com padr\u00f5es do passado<\/li><li>Experimenta\u00e7\u00e3o de formas e t\u00e9cnicas<\/li><li>Engajamento social<\/li><li>Valoriza\u00e7\u00e3o dos elementos do cotidiano<\/li><li>Divaga\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia humana<\/li><li>Reflex\u00e3o sobre o progresso<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Surgimento do Modernismo na Europa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XVIII, as revolu\u00e7\u00f5es Industrial e Francesa trouxeram mais do que mudan\u00e7as econ\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas. Tamb\u00e9m mudaram as formas de enxergar a pol\u00edtica, a cultura, a sociedade, o universo e a exist\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cada vez mais, as pessoas comuns foram deixando de ser vistas como s\u00faditos, mas sim como indiv\u00edduos. Aos poucos, a no\u00e7\u00e3o de cidadania foi incorporada ao cotidiano europeu.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa \u00e9poca que surgiram teorias influentes, como a da relatividade, de Einstein, e da psican\u00e1lise, de Freud. Certamente, a fotografia e o cinema tamb\u00e9m aceleraram a reinven\u00e7\u00e3o da arte no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p>A vanguarda europeia buscava romper com as escolas e tradi\u00e7\u00f5es vigentes e trazia novas concep\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Entre os destaques est\u00e3o os trabalhos do poeta Charles Baudelaire e do pintor \u00c9douard Manet.<\/p>\n\n\n\n<p>O expressionismo, o cubismo, o futurismo, o dada\u00edsmo e o surrealismo desafiavam a burocracia e a moralidade burguesa. Esses estilos usavam novas t\u00e9cnicas e materiais, al\u00e9m de romperem as barreiras entre as formas de arte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img decoding=\"async\" width=\"542\" height=\"641\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3839\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Abaporu.png\" style=\"object-position:32% 11%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"32% 11%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Abaporu.png 542w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Abaporu-254x300.png 254w\" sizes=\"(max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>No Brasil, os artistas buscavam criar uma consci\u00eancia criativa genuinamente nacional. Ou seja, algo que n\u00e3o imitasse produ\u00e7\u00f5es europeias e falasse do Brasil para os brasileiros.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Movimento \u00e9 importado para o Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, o Brasil era majoritariamente agr\u00e1rio e a pol\u00edtica era pouco democr\u00e1tica. O poder se concentrava na regi\u00e3o Sudeste e mantinha os interesses do Estado, das elites industriais e dos produtores de caf\u00e9 e de leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aboli\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, passou a existir um grande movimento imigrat\u00f3rio, principalmente de italianos e japoneses. Sem direito ao trabalho assalariado, os <a href=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/texturaafro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">negros seguiram marginalizados<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O fim da Primeira Guerra Mundial dificultou a importa\u00e7\u00e3o de manufaturados para atender as necessidades do pa\u00eds. Isso impulsionou o desenvolvimento de um parque nacional, al\u00e9m de demandar a urbaniza\u00e7\u00e3o paulistana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foi nesse contexto que veio a Semana de Arte Moderna em S\u00e3o Paulo, entre 13 e 18 de fevereiro de 1922. O evento reuniu m\u00fasica, dan\u00e7a, poesia e artes pl\u00e1sticas, na inten\u00e7\u00e3o de criar uma linguagem pr\u00f3pria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 considerado como um divisor de \u00e1guas para o Modernismo no Brasil. Era clara a influ\u00eancia das tend\u00eancias est\u00e9ticas europeias, indo contra as correntes acad\u00eamicas e propondo uma nova maneira de interpretar as artes.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que o Modernismo brasileiro n\u00e3o iniciou a\u00ed. Ainda assim, o evento chamou a aten\u00e7\u00e3o dos meios art\u00edsticos de todo o pa\u00eds, al\u00e9m de apresentar novas est\u00e9ticas e os principais nomes do movimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Primeira fase do Modernismo brasileiro (1922-1930)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"580\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3837\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto-1024x580.png\" style=\"object-position:59% 0%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"59% 0%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto-1024x580.png 1024w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto-300x170.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto-768x435.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto-600x340.png 600w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Mario-de-Andrade-foto.png 1130w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>A fase heroica ou Gera\u00e7\u00e3o de 20 buscou a renova\u00e7\u00e3o cultural por meio da liberta\u00e7\u00e3o dos velhos tabus da intelig\u00eancia nacional. Os maiores representantes foram Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e M\u00e1rio de Andrade.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Essa fase uniu elementos das vanguardas europeias com os nacionais, por\u00e9m, com uma grande diferen\u00e7a: ela n\u00e3o tinha o aspecto cosmopolita. Afinal, a inten\u00e7\u00e3o era consolidar a nossa cultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A est\u00e9tica liter\u00e1ria internacional era usada para abordar os problemas e a cultura do Brasil. No entanto, n\u00e3o era o patriotismo que a r<\/strong>egia<strong>, mas sim por um olhar consciente e que buscava a independ\u00eancia mental brasileira.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Houve o predom\u00ednio da <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/paises-que-falam-portugues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fala coloquial caracter\u00edstica do povo<\/a>. O humor ganhou cada vez mais espa\u00e7o, fazendo usos constantes da par\u00f3dia e da ironia. Os poetas escreviam versos livres, cheios de tons confessionais e sintaxe rebelde.<\/p>\n\n\n\n<p>O folclore nacional foi retomado. Boa parte dos artistas passaram a abordar o primitivismo e a vida pr\u00e9-civilizat\u00f3ria, como a dos ind\u00edgenas. Com isso, buscavam novos caminhos para refazer o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Manifesto Pau-Brasil defendeu a autonomia da arte nacional. Ele entendia que a poesia deveria ser natural, identit\u00e1ria, \u201ccaipira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso levou a outro manifesto, o Antropof\u00e1gico. Nele, era determinado que era necess\u00e1rio mastigar todas as influ\u00eancias estrangeiras e incorpor\u00e1-las de forma pr\u00f3spera.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Segunda fase do Modernismo brasileiro (1930-1945)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"963\" height=\"641\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3835\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Carlos-Drummond-de-Andrade.png\" style=\"object-position:51% 58%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"51% 58%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Carlos-Drummond-de-Andrade.png 963w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Carlos-Drummond-de-Andrade-300x200.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Carlos-Drummond-de-Andrade-768x511.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Carlos-Drummond-de-Andrade-600x399.png 600w\" sizes=\"(max-width: 963px) 100vw, 963px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>A Gera\u00e7\u00e3o de 30 foi marcada pela poesia e pelo romance. Entre os expoentes est\u00e3o: Carlos Drummond de Andrade, Cec\u00edlia Meireles, Rachel de Queiroz, Jos\u00e9 Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos e \u00c9rico Ver\u00edssimo.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Os artistas foram influenciados pelas ideias do existencialismo, da psican\u00e1lise e do marxismo. A cultura nacional j\u00e1 estava mais consolidada, portanto, n\u00e3o havia necessidade de ser t\u00e3o combativa quanto antes.<\/p>\n\n\n\n<p>O olhar se voltava para os problemas contempor\u00e2neos e para a compreens\u00e3o do indiv\u00edduo frente \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do mundo. Essas mudan\u00e7as eram consequ\u00eancia das desigualdades e das guerras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presente e futuro se encontravam, abordando temas da crise contempor\u00e2nea: exist\u00eancia humana, vida cotidiana, mis\u00e9ria agr\u00e1ria, incompet\u00eancia pol\u00edtica e aliena\u00e7\u00e3o do povo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na poesia, a oralidade, o cotidiano, as inven\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas, os versos livres, a par\u00f3dia e o humor continuaram. No entanto, ela era menos rebelde e mais reflexiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A metalinguagem e os elementos do simbolismo foram bastante explorados. Houve ainda a releitura de algumas formas antigas, como o soneto e o madrigal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na prosa, o romance realista ganhou outra roupagem, passando a compreender a mis\u00e9ria, a desigualdade e a opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os romances s\u00e3o intimistas, urbanos e regionalistas. Eles s\u00e3o engajados pol\u00edtica e socialmente, al\u00e9m de mergulharem na mem\u00f3ria e no psicol\u00f3gico dos personagens.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Terceira fase do Modernismo brasileiro (1945-1960)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim-30 has-background-dim\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3836\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Clarice-Lispector.png\" style=\"object-position:45% 30%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"45% 30%\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Clarice-Lispector.png 960w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Clarice-Lispector-300x200.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Clarice-Lispector-768x512.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Clarice-Lispector-600x400.png 600w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong><sub><sup>Essa tamb\u00e9m \u00e9 chamada de fase p\u00f3s-moderna ou Gera\u00e7\u00e3o de 45. Entre os escritores que ajudaram a construir a nossa identidade cultural est\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, Clarice Lispector e Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 clara a influ\u00eancia do cen\u00e1rio dessa \u00e9poca: o fim da Segunda Guerra Mundial, a cria\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/clube-de-leitura-ods\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)<\/a> e o fim da Era Vargas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os destro\u00e7os da guerra e o uso da tecnologia para destrui\u00e7\u00e3o se refletiram na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Al\u00e9m disso, havia influencias do misticismo, divaga\u00e7\u00f5es metaf\u00edsicas e questionamentos existenciais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias correntes liter\u00e1rias coexistiram e o teatro cresceu. Com isso, houve um desenvolvimento acelerado de uma tradi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica liter\u00e1ria nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A poesia j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o an\u00e1rquica. Foram retomadas as rimas, a m\u00e9trica e a gram\u00e1tica tradicionais. Esse trabalho intelectual abriu espa\u00e7o para o surgimento das produ\u00e7\u00f5es de vanguarda concretistas e neoconcretistas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1927, M\u00e1rio de Andrade fez uma viagem pelas \u00e1guas da Amaz\u00f4nia. <a href=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/viagens-de-mario-de-andrade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A experi\u00eancia influenciou<\/a> toda sua obra posterior, e o Modernismo brasileiro como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os relatos de M\u00e1rio de Andrade est\u00e3o em <em><a href=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/ha-uma-gota-de-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia \u2013 Di\u00e1rio po\u00e9tico de um turista aprendiz<\/a><\/em>. O livro \u00e9 totalmente ilustrado e direcionado ao p\u00fablico infantojuvenil<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o perca o lan\u00e7amento na ter\u00e7a-feira, 18\/1, \u00e0s 19 horas, via Zoom. Clique no bot\u00e3o abaixo, se inscreva e o link do evento ser\u00e1 enviado para o seu e-mail.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignfull is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" href=\"https:\/\/poiesis.education1.com.br\/publico\/inscricao\/41f3df50f91a705c3b3adbcd96afa2cc\" style=\"border-radius:25px\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Lan\u00e7amento de <em>H\u00e1 uma gota de poesia em cada rio da Amaz\u00f4nia<\/em><\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento contar\u00e1 com a presen\u00e7a de Fernando A. Pires, respons\u00e1vel pelas ilustra\u00e7\u00f5es e pela sele\u00e7\u00e3o dos textos do livro. Abaixo, confira uma entrevista com o autor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Entrevista com o autor e ilustrador Fernando A. Pires pela Abacatte Editorial\" width=\"680\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2MDFgcgggo4?start=244&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea reconhece a import\u00e2ncia do Modernismo brasileiro para a literatura e as artes como um todo? Ent\u00e3o, esse encontro on-line \u00e9 imperd\u00edvel para entender mais a fundo como foi essa experi\u00eancia t\u00e3o influente. Te espero l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, predominava o Parnasianismo, onde a arte era exaltada como algo da elite. O Modernismo brasileiro importou da Europa a ideia de ruptura com as tradi\u00e7\u00f5es, mas dando uma roupagem nacional e nacionalista. 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