{"id":3952,"date":"2023-01-30T06:00:00","date_gmt":"2023-01-30T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/?p=3952"},"modified":"2023-01-31T14:26:27","modified_gmt":"2023-01-31T14:26:27","slug":"quadrinho-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/le.com.br\/blog\/quadrinho-nacional\/","title":{"rendered":"Quadrinho nacional: acompanhe a trajet\u00f3ria pela linha do tempo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"994\" height=\"620\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Nho-quim.png\" alt=\"As Aventuras de Nh\u00f4 Quim ou Impress\u00f5es de Uma Viagem \u00e0 Corte. Imagem ilustrativa texto quadrinho nacional.\" class=\"wp-image-8084\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Nho-quim.png 994w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Nho-quim-300x187.png 300w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Nho-quim-768x479.png 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Nho-quim-600x374.png 600w\" sizes=\"(max-width: 994px) 100vw, 994px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea sabia que 30 de janeiro \u00e9 dia de celebrar o quadrinho nacional? A data relembra a primeira publica\u00e7\u00e3o no Brasil nesse estilo que traz uma forma din\u00e2mica de contar hist\u00f3rias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como boa parte das publica\u00e7\u00f5es deixou de circular h\u00e1 algum tempo, a impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 de que a trajet\u00f3ria \u00e9 recente. No entanto, ela come\u00e7ou antes mesmo da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, as hist\u00f3rias eram baseadas no estilo sat\u00edrico dos cartuns, charges e caricaturas. Nas tiras dos jornais e revistas, a linguagem se estabeleceu. Depois, vieram as hist\u00f3rias para crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, essa forma de arte tem um p\u00fablico adulto fiel e tem o valor liter\u00e1rio amplamente reconhecido. A seguir, acompanhe brevemente em nossa linha do tempo o que ocorreu em mais de 150 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"quadrinhos-brasileiros-crescem-com-o-tico-tico\"><strong>Angelo Agostini e o primeiro quadrinho nacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Em 30 de janeiro de 1869, <em>Nh\u00f4 Quim ou Impress\u00f5es de uma Viagem \u00e0 Corte<\/em> retratava caipiras que acabavam de chegar \u00e0 cidade.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada-689x1024.jpg\" alt=\"Revista Ilustrada. Imagem ilustrativa texto quadrinhos brasileiros.\" class=\"wp-image-8097\" width=\"155\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada-689x1024.jpg 689w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada-202x300.jpg 202w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada-768x1141.jpg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada-600x892.jpg 600w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-Ilustrada.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 155px) 100vw, 155px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Eles viviam em um mundo que crescia em torno da corte, mas ainda conviviam com as entidades da mitologia rural do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor dessa hist\u00f3ria \u00e9 Angelo Agostini, cronista italiano que vivia no Brasil h\u00e1 uma d\u00e9cada. Como artista, ele buscava um realismo maior do que as caricaturas. Por isso, seu estilo \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.le.com.br\/blog\/caricatura-cartum-charge-quadrinhos-tirinha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bem diferente dos chargistas<\/a> da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, ele desenhava situa\u00e7\u00f5es do cotidiano e fazia s\u00e1tiras \u00e0 Guerra do Paraguai. Esses desenhos eram publicados na revista <em>Vida Fluminense<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1876, Agostini fundou a <em>Revista Ilustrada<\/em>, a primeira do Imp\u00e9rio a ter autonomia de imprensa. Nela, publicou o primeiro personagem fixo do quadrinho nacional. O tom tragic\u00f4mico de <em>As Aventuras de Z\u00e9 Caipora<\/em> fez muito sucesso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Populariza\u00e7\u00e3o com <em>O Tico-Tico<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong><em>O Tico-Tico<\/em>, primeira revista em quadrinhos do Brasil, voltada para o p\u00fablico infantojuvenil<strong>, foi lan\u00e7ada em 11 de outubro de 1905<\/strong>. A publica\u00e7\u00e3o vinha com passatempos e seguiu sem concorrentes por muitos anos.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-728x1024.jpg\" alt=\"O Tico-Tico Manda quem pode. Imagem ilustrativa texto quadrinho nacional.\" class=\"wp-image-3956\" width=\"154\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-728x1024.jpg 728w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-213x300.jpg 213w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-768x1081.jpg 768w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-1092x1536.jpg 1092w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode-600x844.jpg 600w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-Tico-Tico-Manda-quem-pode.jpg 1137w\" sizes=\"(max-width: 154px) 100vw, 154px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os respons\u00e1veis por <em>O Tico-Tico<\/em> eram o desenhista Renato de Castro e o jornalista Lu\u00eds Bartolomeu de Souza e Silva. Angelo Agostini (olha ele a\u00ed de novo!) fez o letreiro e algumas hist\u00f3rias para a revista.<\/p>\n\n\n\n<p>A base para o formato foi a revista infantil francesa <em>La Semaine de Suzette<\/em>, famosa pela cria\u00e7\u00e3o de B\u00e9cassine, a primeira protagonista feminina das HQs.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, B\u00e9cassine apareceu em <em>O Tico-Tico<\/em>, por\u00e9m, o nome foi traduzido como Felismina. Outros personagens que j\u00e1 eram consagrados l\u00e1 fora tamb\u00e9m apareceram, como Gato F\u00e9lix, Popeye, Mickey Mouse e Superman.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram autores nacionais de destaque: Lu\u00eds S\u00e1 (Bol\u00e3o, Reco-Reco, Azeitona), J. Carlos (Juquinha, Jujuba, Borboleta, Lamparina, Gury, Carrapicho, Cartola, Goiabada), Max Yantok (Kaximbown) e Alfredo Storni (Z\u00e9 Macaco).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"adolfo-aizen-considerado-pai-dos-quadrinhos-brasileiros\"><strong>Adolfo Aizen, considerado pai do quadrinho nacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um grande salto na divulga\u00e7\u00e3o dos quadrinhos brasileiros ocorreu com <em>A Gazetinha<\/em>. O suplemento come\u00e7ou a vir junto do jornal <em>A Gazeta<\/em> em setembro de 1929.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Suplemento-Juvenil-Estado-Nacional-Ordem-e-Progresso.jpg\" alt=\"Suplemento Juvenil Estado Nacional Ordem e Progresso. Imagem ilustrativa texto quadrinho nacional.\" class=\"wp-image-3955\" width=\"155\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Suplemento-Juvenil-Estado-Nacional-Ordem-e-Progresso.jpg 441w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Suplemento-Juvenil-Estado-Nacional-Ordem-e-Progresso-221x300.jpg 221w\" sizes=\"(max-width: 155px) 100vw, 155px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Tamb\u00e9m havia o<em> Suplemento Juvenil<\/em>, de 1934, no jornal <em>A Na\u00e7\u00e3o<\/em>. Vinha no formato tabloide, semelhante aos suplementos dominicais que vinham nos jornais de Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O respons\u00e1vel por trazer esse formato foi Adolfo Aizen, um sovi\u00e9tico que vivia aqui e, ainda hoje, \u00e9 considerado o pai dos quadrinhos brasileiros. Aizen veio com a proposta ao voltar de uma viagem aos Estados Unidos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele apresentou a ideia para Roberto Marinho que, a princ\u00edpio, recusou. Mais tarde, Marinho lan\u00e7ou sua pr\u00f3pria vers\u00e3o. Como retalia\u00e7\u00e3o, Aizen criou <em>O Lobinho<\/em>, o que inviabilizou Marinho de lan\u00e7ar <em>O Globinho<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Gibi<\/em>, sin\u00f4nimo de revista em quadrinhos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A partir da iniciativa de Aizen, v\u00e1rias <a href=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/cartum\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publica\u00e7\u00f5es na mesma linha<\/a> come\u00e7aram a surgir em todo o pa\u00eds. No caso da que vinha com o jornal <em>O Globo<\/em>, teve que se chamar <em>Globo Juvenil<\/em>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Gibi-Capitao-Marvel.jpg\" alt=\"Revista Gibi com Capit\u00e3o Marvel. Imagem ilustrativa texto quadrinho nacional.\" class=\"wp-image-3954\" width=\"157\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Gibi-Capitao-Marvel.jpg 261w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Gibi-Capitao-Marvel-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 157px) 100vw, 157px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Mirim<\/em>, de 1937, foi outra revista fundada por Aizen e a primeira no estilo comic book no Brasil. As hist\u00f3rias, que antes eram publicadas por cap\u00edtulos nos suplementos, agora vinham completas.<\/p>\n\n\n\n<p>A revista trazia muitos super-her\u00f3is pulp internacionais, como Tarzan, O Fantasma, Flash Gordon, Mandrake, Dick Tracy e O Sombra.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, voc\u00ea sabe como surgiu o termo \u201cgibi\u201d? Na \u00e9poca, essa era uma g\u00edria que significava \u201cmenino\u201d ou \u201cmoleque\u201d. A revista <em>Gibi<\/em> come\u00e7ou a ser publicada em 1939 e foi mais uma resposta do Grupo Globo \u00e0s revistas de Aizen.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para garantir a hegemonia, <em>Gibi<\/em> fez um contrato de exclusividade com a King Features Syndicate e trouxe v\u00e1rios personagens da concorr\u00eancia. Isso fez com que as tiragens semanais aumentassem de duas para tr\u00eas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quadrinho nacional no per\u00edodo Pr\u00e9-Militar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1942, as hist\u00f3rias de <em>Amigo da On\u00e7a<\/em> fizeram sucesso na revista <em>O Cruzeiro<\/em>. Nos anos 1950, a Editora Abril passou a adotar o formatinho. Aos poucos, esse se tornou o tamanho padr\u00e3o das hist\u00f3rias em quadrinhos no Brasil.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-da-Monica-n1.png\" alt=\"Revista da M\u00f4nica n\u00ba 1.\" class=\"wp-image-8098\" width=\"153\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-da-Monica-n1.png 380w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Revista-da-Monica-n1-198x300.png 198w\" sizes=\"(max-width: 153px) 100vw, 153px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os personagens e temas mais voltados para a cultura brasileira come\u00e7aram a surgir em 1961, em <em>O Perer\u00ea<\/em>. A revista, escrita e ilustrada por Ziraldo, costumava trazer temas de cunho educacional e ecol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa \u00e9poca que come\u00e7aram a surgir tamb\u00e9m os primeiros super-her\u00f3is nacionais. Entre os de maior sucesso estavam <em>Escorpi\u00e3o<\/em>, <em>Raio Negro<\/em> e <em>Capit\u00e3o 7<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o in\u00edcio do per\u00edodo militar, em 1964, as publica\u00e7\u00f5es passaram por d\u00e9cadas de censura moralista. Ao mesmo tempo, isso inspirou o crescimento das charges que criticavam o regime em jornais como <em>O Pasquim<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A primeira revista da <em>Turma da M\u00f4nica<\/em> surgiu em 1970. Nem \u00e9 preciso dizer que, at\u00e9 hoje, as publica\u00e7\u00f5es de Maur\u00edcio de Souza batem de frente com a Disney, a Marvel, a DC e v\u00e1rias editoras de mang\u00e1s.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Per\u00edodo P\u00f3s-Militar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo militar acabou em 1985, e artistas como Angeli, Glauco e Laerte ajudaram a restabelecer o quadrinho nacional.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Los-3-amigos.png\" alt=\"Los 3 amigos.\" class=\"wp-image-8105\" width=\"155\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Los-3-amigos.png 437w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Los-3-amigos-230x300.png 230w\" sizes=\"(max-width: 155px) 100vw, 155px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, surgiram personagens como <em>R\u00ea Bordosa<\/em>, <em>Piratas do Tiet\u00ea<\/em>, <em>Gerald\u00e3o<\/em> e <em>Overman<\/em>. Juntos, eles publicavam <em>Los 3 Amigos<\/em>, que satirizava os faroestes norte-americanos para tratar de temas t\u00edpicos do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Menino Maluquinho<\/em>, de Ziraldo, foi a volta do cartunista \u00e0s publica\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico infantil, depois de anos de persegui\u00e7\u00e3o militar. A revista, baseada no livro de sucesso de mesmo nome, durou de 1989 a 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>As d\u00e9cadas de 1980 e 1990 viram ainda uma grande quantidade de vers\u00f5es brasileiras. Al\u00e9m dos roteiros, as artes de <em>Tio Patinhas<\/em>, <em>O Fantasma<\/em>, <em>Transformers<\/em>, <em>He-man<\/em>, <em>Chaves<\/em> e <em>Chapolin<\/em> eram totalmente feitas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso inclui de vers\u00f5es licenciadas a n\u00e3o oficiais. At\u00e9 mesmo apresentadores de TV, humoristas e esportistas ganharam revistas pr\u00f3prias: Xuxa, Gugu, Faust\u00e3o, S\u00e9rgio Mallandro, Ang\u00e9lica, Os Trapalh\u00f5es, Ayrton Senna, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como as \u00faltimas d\u00e9cadas t\u00eam sido?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com o tempo, o quadrinho nacional foi ganhando espa\u00e7o em <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/bienal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bienais do livro<\/a>. Al\u00e9m disso, as pr\u00f3prias bienais dos quadrinhos contribu\u00edram para a valoriza\u00e7\u00e3o dessa forma de linguagem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hinario-Nacional.jpg\" alt=\"Hin\u00e1rio Nacional.\" class=\"wp-image-8117\" width=\"152\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hinario-Nacional.jpg 231w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hinario-Nacional-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 152px) 100vw, 152px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Em 2010, os g\u00eameos F\u00e1bio Moon e Gabriel B\u00e1 tiveram o talento reconhecido internacionalmente pela s\u00e9rie <em>Daytripper<\/em>. A colet\u00e2nea <em>Hin\u00e1rio Nacional<\/em>, de Marcello Quintanilha concorreu ao pr\u00eamio Jabuti em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda falando em premia\u00e7\u00f5es, os agraciados com o <a href=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/trofeu-hqmix\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">trof\u00e9u HQ Mix<\/a>, criado em 1989, ganham cada vez mais destaque. Os pr\u00eamios s\u00e3o entregues anualmente e o evento \u00e9 o principal do segmento no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Sucessos de bilheteria hollywoodianos transformaram o modo como o p\u00fablico mundial v\u00ea os quadrinhos. Eles passaram a ser vistos com mais seriedade enquanto forma de arte. Isso abriu caminho para novos temas e estilos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Brasil seguiu essa tend\u00eancia, fazendo crescer o n\u00famero de artistas dedicados ao g\u00eanero, boa parte deles independentes. As t\u00e9cnicas digitais possibilitaram obras que n\u00e3o ficam devendo em nada o que \u00e9 feito l\u00e1 fora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E o resto \u00e9 hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/linktr.ee\/grupoeditorialle\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"456\" height=\"60\" src=\"https:\/\/www.le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Redes-icones.png\" alt=\"Redes do Grupo L\u00ea\" class=\"wp-image-7314\" srcset=\"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Redes-icones.png 456w, https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Redes-icones-300x39.png 300w\" sizes=\"(max-width: 456px) 100vw, 456px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 inspiradora a trajet\u00f3ria do quadrinho nacional? Acompanhe os canais on-line do Grupo Editorial L\u00ea e confira nossos conte\u00fados que valorizam a arte em todas as suas formas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que 30 de janeiro \u00e9 dia de celebrar o quadrinho nacional? A data relembra a primeira publica\u00e7\u00e3o no Brasil nesse estilo que traz uma forma din\u00e2mica de contar hist\u00f3rias. Como boa parte das publica\u00e7\u00f5es deixou de circular h\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8084,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3952"}],"collection":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3952"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3952\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8118,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3952\/revisions\/8118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8084"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/le.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}